Leitores do Joca, da cidade de Araucária, no Paraná, entrevistaram avós e parentes para saber como era a vida deles quando eram crianças. Veja abaixo.

Criança não combina com trabalho!

Minha avó me contou que quando ela era pequena, ela ia à escola e fazia trabalho doméstico, quando terminava ia brincar. Ela era bem educada, generosa, mas quando fez doze anos, começou a fazer o trabalhar da casa. Ela também tinha as irmãs: minha tia avó Dete e minha outra avó Ilda, que faziam a mesma rotina todo dia. Na casa dela também morava o Pacote, o cãozinho de estimação. Minha  avó  tinha  que  cuidar  dele  porque  ele  era deficiente físico. O cavalo deu um coice nele e o cachorro se quebrou e parou de andar. Minha avó diz que nem sabe como ele sobreviveu. Ela pegava muito sarampo, resfriado… por isso faltava muito na escola mas mesmo assim era uma aluna muito inteligente, estudiosa, nunca ganhou um castigo sequer na escola. Já em casa, ganhava raramente uma varada de marmelo por ano. Ela apanhava no bumbum. ALESSANDRA, 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

Vara de marmelo

Minha bisavó me contou que quando era criança, todo dia de manhã tinha que trabalhar na roça tocando o trator e arrancando cebola. Se fizesse errado quando chegasse em casa apanhava de chicote e ficava parado no canto da parede. Ela nunca foi para a escola. Às vezes brincava de boneca e de casinha com suas irmãs. Depois de brincar, lavava roupa no rio e estendia numa árvore. GABRIEL DANTAS 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

Plantação de cana

Quando o meu avô era pequeno ele freqüentou a escola trinta dias. Depois ele ficou plantando arroz, feijão, cana-de-açúcar, goiaba… Meu avô se chama Idalino. Hoje ele tem oitenta anos. Minha mãe também me contou que quando era criança, se ela pedisse uma escova de dente, apanhava. A minha mãe quando era criança nunca ia para a escola e sempre brincava, mas ela tinha que limpar a casa da mãe dela e tinha que cuidar dos filhos do vizinho. JONAS – 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

Minha avó me contou que quando ela era criança a mãe dela obrigava ela ir lavar roupa no rio e depois que terminava de lavar as roupas,  tinha que  limpar a casa e não  brincava nunca. Foi para a escola até a terceira série e além de apanhar em casa apanhava na escola da professora. Levava palmatória, ajoelhava em milho, tampas de garrafas… KAROLINE – 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Crianças pegam carona para ir para escola

Minha avó me contou que adorava ir para a escola, mas ela e seus irmãos ficavam muito doentes e também tinham que trabalhar na roça e em casa. Por isso ela não ia pra escola e a escola que ela frequentava era muito longe, quase 5 Km. Depois que ela fazia todo o trabalho, ela podia brincar só um pouco. LAURA – 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

 

Minha avó Arlete me contou que quando era criança, ela apanhava da professora na escola. Um dia a professora colocou caco de vidro para ela ajoelhar e deu palmatória nela, porque ela não tinha feito a lição. Depois, todo dia quando chegava da escola a sua mãe a obrigava a carpir os quintais e limpar as casas das pessoas para ganhar dinheiro”.
GABRIELLY 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha  avó  me  contou  que  quando  ela  era  criança,  ela quase não estudou porque ela tinha que ficar trabalhando em casa e na roça. Ela também quase não brincava. A mãe dela não deixava ela ir pra escola, porque era muito longe de casa e os pais acharam que  não iria precisar de estudar mais. ANDRESSA LUIZA 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


 

Meu  padrinho  me  disse  que  ele  era muito  humilde quando era criança e o pai dele o mandava ela ajudar a cuidar dos animais da fazenda. Ele não ia pra escola, porque precisava trabalhar e a escola era muito longe da casa  dele.  Meu  padrinho  disse  que  quando  ele  fazia alguma coisa errada, apanhava de corda de cipó. JHENNEFER VALENTIN – 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha mãe me contou que antigamente ela carregava lenha, limpava café no pilão, levava almoço na roça para meu pai e meus irmãos mais velhos. Não tinha água em casa, aí a gente tinha que carregar água no balde. Tratava dos animais, limpava a casa, varria o quintal que era enorme. Na época de colheita de arroz, feijão, café, milho… ajudava a colher. Por isso ela foi para a escola muito pouco tempo. Fazia também outras coisas. ANA CAROLINE 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha entrevistada me contou que quando era criança, ia à escola por ser a mais nova da família, mas seus irmãos não iam porque tinha que trabalhar e em época de colheita todos tinham que ajudar e ela faltava muito para cuidar dos seus irmãos e ajudar nos afazeres da casa. Só freqüentou dois anos de escola.
GEOVANA 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha bisavó me falou que quando ela era criança, trabalhava na roça. Ela buscava água no rio e lavava a roupa no rio. Ela colhia frutas e legumes e faltava muito na escola por causa do trabalho infantil.

JOÃO GABRIEL – 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

A  minha  bisavó  me  contou  que,  quando  era  criança,  ela trabalhava tanto que quando ela fez 10 anos, ganhou uma enxada de presente só pra trabalhar.  Mas, ela lavava roupa e ajoelhava no milho.O meu avô me contou que quando era criança ele trabalhava na  roça.  Ele  não  podia  ir  pra  escola  porque  a  mãe  dele obrigava a trabalhar. Ele foi pra escola até a 5ª série e não apanhava na escola. KAUÃ NICK 5º ANO A ESCOLA ALDERICO



Palmatória, usada antigamente nas escolas para punir alunos indisciplinados

Minha vó Édina me contou que morava numa cidadezinha junto com seus irmãos, sua mãe Ondina e seu pai Hélio. Tinha 3 irmãos e 2 irmãs. Ela ficava cuidando da irmã Valdenice e limpando a casa para sua mãe que trabalhava na roça junto com   sua outra   irmã. Minha avó  também   trabalhou   de doméstica por muito tempo. Ela não foi pra escola, porque não tinha roupa e tinha medo de levar palmatória. BRENDA  5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Chicote de cavalo

A minha vó tinha 9 irmãos e estudou só até os sete anos de idade. Ela falou que apanhou de palmatória de uma coisa que não fez. Quem fez foi a sua melhor amiga. Aí ela saiu da escola e não falou com sua mãe por um mês. O pai dela explicou o motivo porque de sair da escola e ela pediu desculpas pra mãe dela. Ela foi ao mercado e ganhou a primeira esponjinha de presente. Quando foi ao rio lavar a louça, a água levou a esponja. Quando chegou em casa, apanhou com chicote de cavalo. Até hoje ela tem as marcas no corpo. Ela tinha 8 anos. ISABELLY 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha avó quando era criança cuidava dos irmãos enquanto a mãe dela trabalhava fora. Ela disse que sempre brincava, mas não quando a mãe dela mandava fazer as obrigações. Aí ela já ia fazer. Lavava roupa no rio. Ela gostava muito da mãe dela e obedecia tudo o que ela dizia. Ela disse que estudou até o Ensino Médio, mas queria fazer a faculdade para aprender mais. JENNYFER GEYSA – 5º ANO A – ESCOLA ALDERICO


A minha mãe me contou que quando era pequena a mãe dela lhe contava histórias sobre quando ela tinha 10 anos, que cuidava dos porcos e revezava com seus irmãos ou cuidava das galinhas, patos, marrecos, cabritos, vacas, bois… Eles eram em 7 irmãos. A irmã mais velha cuidava dos outros irmãos, cozinhava com o perigo de se queimar, passava e era muito pesado. Os outros irmãos mais velhos iam pra roça e o transporte era de carroça. As ruas eram de chão esburacado e tinham risco de cair da carroça. Tinha vários rios que quando chovia transbordava e eles não tinham como passar. Eles iam pra  escola,  mas  não  conseguiam  aprender.  Era  muito  distante  e tinham que andar uma hora e às vezes levavam palmatória. Um dia o irmão dela deixou fugir os porcos, mas conseguiu pegar os porcos de novo. Levou uma surra de chicote e ficou todo marcado. CELINE 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha vó  me contou  que  quando ela era criança ia bem menos à escola do que os outros alunos. Não ia porque o pai dela não deixava. Tinha que trabalhar para sustentar a família, pois o dinheiro era mínimo. Os quatro irmãos trabalhavam  muito e  não  ganhavam  nem  uma  moeda. Depois dos dez anos de idade, ela tinha que trabalhar com a mãe na roça. Ela era a única menina. Ela e os três irmãos acordavam cedo, iam de caminhão. O patrão ia buscá-los. Eles carpiam com apenas oito, nove, dez anos. Esta é a história que minha avó me contou. ANDRESSA PURKOOT 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


A minha vizinha me disse que quando ela era criança, ela ia para a escola às vezes, porque não tinha transporte e a escola era longe. Às vezes tinha que cuidar dos irmãos e não tinha material. Os castigos eram separar feijão do arroz que a mãe dela misturava numa panela. Como ela era estudiosa, só às vezes ficava de castigo. Ela trabalhava na roça. RAFAELA 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

Meu bisavô me contou que quando era criança não podia ir pra escola, porque ele tinha que tirar leite, tocar o gado e quando terminava seu trabalho já era tarde e não dava mais tempo. Quando acordava, tentava ir  pra  escola, mas  seu  pai  não  deixava, porque tinha  que ajudar em casa. Eram nove irmãos e por causa disso não terminou os estudos e falou que queria ter estudado mais.  Minha bisavó disse que tinha que lavar roupa no rio, cuidar dos quatro irmãos e ainda limpar a casa dos vizinhos. Quando ia para a escola, a professora batia na mão dela com régua de madeira e a fazia ajoelhar em feijão e milho porque não conseguia tempo de fazer a lição. Se não fizesse o serviço com lavar roupa, cuidar dos irmãos e fazer faxina, apanhava de chicote. Naquela época tinha que carregar água para sua mãe. YASMIN 5º ANO A ESCOLA ALDERICO


Minha bisavó me contou que quando era criança, ela não ia à escola, pois seus pais não deixavam, porque ela tinha que cuidar dos irmãos menores enquanto seu pai e sua mãe trabalhavam. Ela tinha que limpar a casa antes que sua mãe chegasse, senão ela apanhava de vara com espinho. Às vezes tinha que trabalhar na roça. Ela me contou que faltava às aulas porque tinha que trabalhar. Só podia brincar se não tivesse nada pra fazer. Essa é a história que minha bisavó me contou, D. Hisaura. ALINE 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

 

 

Minha avó me contou que antigamente era mais difícil para estudar porque tinha que ajudar os pais na lavoura e em casa. Aí na escola não sabia a lição os professores eram grossos, não tinham paciência com os alunos. Davam reguada na mão, deixava de castigo atrás da porta, de joelho em cima de tampinhas de garrafa e em grãos de milho. E não adiantava reclamar para os pais, porque apanhava também. A maioria das faltas era para ajudar a mãe e não tinha tempo para estudar e brincava ás vezes quando tinha tempo. Ela só freqüentou a escola 3 anos, porque tinha que ajudar os pais na roça. JULIANE 5º ANO A ESCOLA ALDERICO

Crianças na lavoura

Quando o meu avô era pequeno ele frequentou a escola por trinta dias. Depois ele ficou plantando arroz, feijão, cana-de-açúcar, goiaba… Meu avô se chama Idalino. Hoje ele tem oitenta anos. Minha mãe também me contou que quando era criança, se ela pedisse uma escova de dente, apanhava. ALISSON RUAN 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

O meu pai disse que quando era pequeno trabalhava para colher milho, soja, feijão e arroz. Ele brincava menos e trabalhava mais. Quando fazia qualquer coisa errada, apanhava de chicote, vara de marmelo, de chinelo e de cinta. Brincava de matar passarinho ou caçar animal. BEATRIZ PURKOOT 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

A minha avó me relatou que na época da sua infância, nos dias de semana ela estudava e sábado e domingo trabalhava de manhã na cozinha e de tarde na roça. Minha outra avó me relatou que quando ela tinha dez anos ela puxava três baldes cheios de água para encher as vasilhas e tratar os animais. BEATRIZ FABIENSKI 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Minha mãe me contou que quando era criança, ela não ia para a escola. Só ficava em casa cuidando dos irmãos, fazendo comida, lavando roupa, tratando dos animais, passando roupa. Às vezes ela também ia pra roça. BRENO 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que adorava ir para a escola, mas ela e seus irmãos ficavam muito doentes e também tinham que trabalhar na roça e em casa. Por isso ela não ia pra escola e a escola que ela frequentava era muito longe, quase 5 Km. Depois que ela fazia todo o trabalho, ela podia brincar só um pouco. DANIELLE 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó só lavava a louça, mas isso enquanto morava com o pai. Depois foi contratada para limpar a casa de uma mulher. Foi morar lá, mas não tinha salário. Por isso parou de estudar por um bom tempo, com onze anos. DOUGLAS AMORIM 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Quando a minha mãe era criança, ela tinha parado de estudar até a quarta série e depois ela ficou trabalhando na roça até crescer. O avô do meu amigo contou que quando ele era criança, só estudou trinta dias, porque teve que ir trabalhar na roça para ajudar a sustentar os irmãos menores. DOUGLAS FIGUEIREDO 5º ANO A ESCOLA MARCOS FREIRE

O marido da minha vizinha me contou que quando ele era criança e estava na escola, a professora dele passava um monte de lição no quadro e dormia. Aí, os piás batiam nele e ele nos piás. Um dia quando a professora passou um monte de coisa e foi dormir, ele pegou a vara que estava atrás da porta e bateu na professora. A escola era perto da chácara do pai dele. Então a professora chamou a mãe dele e os dois foram embora. Ele apanhou muito de vara e nunca mais foi para a escola. Ficou trabalhando na roça plantando e colhendo feijão. ELIZA 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Quando minha vó era pequena, ela só estudou até o terceiro ano. Ela não frequentou mais a escola, porque era muito longe. Aí ela ficou trabalhando em casa de família. Ela tinha nove anos e parou com dezoito. Agora ela não sabe ler nem escrever. Meu avô me falou que quando era pequeno ele não estudou, porque os pais não deixavam. Assim ele cuidava da fazenda o dia inteiro, todo dia saía para colher, feijão, milho, matar animais no mato, pegar comida pras vacas, tirar leite, dar comida para os porcos… Ele só tinha dez anos e dezessete irmãos. Naquela época ele era o mais novo da família. Ele morreu aos noventa e oito anos e não sabia nem ler e nem escrever. ESMAEL 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

O avô do meu amigo não estudava. Ele só trabalhava de carpir roça e cuidar dos bois. A avó não estudava para cuidar da casa e cuidar das vacas. FELIPE 5º ANO ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me disse que quando era criança ela estudou só o 1º ano e depois só trabalhou. Meu avô que terminou os estudos, trabalhou pouco. GABRIELEN 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Minha amiga me contou que a prima dela é afastada da família. Esta prima ligou para a minha amiga escondido e falou que estava em São Paulo com a mãe. A mãe saía para comprar roupas e deixava a menina cuidando da casa. Fazendo comida, limpando a casa, cuidando de uma criança de dois anos… se ela não fizesse as coisas direito levava tapa na cara e palmatória. Hoje a mãe das meninas está sendo procurada e a menina de 9 anos e a de 2 anos estão sendo adotadas por uma família. Elas estão bem felizes e protegidas. GUSTAVO SILVA 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

O avô do meu amigo só foi trinta dias para a escola e depois foi trabalhar na roça. LANNA 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Quando minha avó era criança ela ia para a escola e levava reguada de pau na mão. A professora também colocava na testa dela uma fitinha escrito burro enquanto ela ficava ajoelhada em grãos de milho, tampinhas de garrafa e em vidro. Em casa ela ajudava a fazer comida, limpar a casa. Também ajudava a colher feijão e buscar água no poço. Quando ela terminava, brincava um pouco e a mãe já chamava para fazer tudo de novo. JHENIFFER 5º ano A ESC. MARCOS FREIRE

A minha avó me contou que ela só estudou cinco anos, porque o pai dela não deixava. Ele queria que ela cortasse cana-de-açúcar, feijão, trigo e milho. E se não obedecesse ela apanhava de corda e com a vara do milho. A minha vizinha me contou que ela só estudou três meses, porque a mãe dela não gostava que ela ficasse apanhando dos professores e muito menos do pai dela. Por isso não deixava ela ir pra escola. Ficava em casa cuidando dos irmãos para a mãe trabalhar. GABRYEL 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

A minha avó me falou que na escola, ela ficava de castigo em pé, de frente com a porta e em casa, ela lavava o quintal, limpava a casa. Ela estudou até o 2º ano, porque era longe e trabalhava. Se reinasse, apanhava e o pai chegava bêbado em casa e batia nos filhos. Minha mãe me contou que quando era pequena, ela colhia milho, café, mandioca… Frequentou a escola cinco anos e parou de estudar para trabalhar. Às vezes brincava de pilha, de subir em árvores, jogar bola, com carrinho e boneca. GUSTAVO MEDEIROS 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Quando meu avô me disse que quando era pequeno, a família dele trabalhava na fazenda e plantava milho, alface, mandioca, pé de feijão, salsinha, beterraba. O nome da fazenda era Fazenda do Vovô e tinha animais. LEONARDO 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Uma pessoa me contou que quando era criança, ela foi bem pouco para a escola, porque tinha que trabalhar todo dia na roça. Plantava milho, batata doce, arroz, feijão, cebola, cenoura, alface, repolho e rabanete. KAUAN PREVIATTI 5º ANO A ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que antigamente era mais difícil para estudar porque tinha que ajudar os pais na lavoura e em casa. Aí na escola não sabia a lição os professores eram grossos, não tinham paciência com os alunos. Davam reguada na mão, deixava de castigo atrás da porta, de joelho em cima de tampinhas de garrafa e em grãos de milho. E não adiantava reclamar para os pais, porque apanhava também. A maioria das faltas era para ajudar a mãe e não tinha tempo para estudar e brincava ás vezes quando tinha tempo. Ela só freqüentou a escola 3 anos, porque tinha que ajudar os pais na roça. Juliane 5º ano A Escola Alderico

A mãe do meu padastro brincava sempre, mas ela trabalhava muito plantando mandioca, feijão, arroz… Ela também colhia melancia, cana-de-açúcar… Tinha que pegar água no poço longe de casa e trabalhar em casa cuidando dos irmãos e limpando o fogão a lenha. Ela só foi estudar depois de adulta, mas só estudou dois anos. GUSTAVO MARINHO 5º ano A ESC. MARCOS FREIRE

 

 


 

Minha mãe me contou que quando era criança, ela estudou até o 5º ano, porque ela tinha que trabalhar e cuidar das irmãs. Elas eram em cinco irmãs e ela só começou a estudar com 13 anos. Minha irmã parou de estudar no sétimo ano e fez supletivo. RICARDO 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança, ela não ia para a escola por motivo de trabalho. Ela trabalhava colhendo café, feijão, cana… Ela quase nunca brincava. Às vezes brincava na escola de lenço atrás, roda cotia. Como ela não tinha oportunidade de brincar, ia pescar quando estava chovendo. Quando não ia pra roça, ficava trabalhando em casa e cuidando dos irmãos. Por isso, agora ela queria um emprego melhor e não consegue. TAYNÁ 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança não ia para a escola, porque tinha que ajudar no sustento da família. Tinha que trabalhar na roça e também em casa. Na família dela tinha oito pessoas e ela só estudou até a terceira série e nunca foi para a escola. THIAGO 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

 

Meu tio avô me disse que quando era pequeno não ia à escola, porque não tinha meio de transporte e a escola era muito longe. Quando podia ir, ficava doente, por isso só estudou até a quarta série. Não conseguiu arrumar um trabalho bom e diz que trabalha igual a um cavalo. VINICIUS 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó Anita me disse que quando nela era criança, não podia ir à escola, porque tinha que trabalhar na roça. Ela só estudou até a quarta série. E ainda apanhava em casa e ficava ajoelhada no milho. VIVIAN 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

 

Minha avó Arlete me contou que quando ela era criança, ela apanhava da professora na escola, Um dia a professora dela colocou caco de vidro para ela ajoelhar e deu palmatória nela, porque ela não tinha feito a lição. Depois, todo dia quando chegava da escola a mãe dela obrigava a carpir as casas e limpar as casas das pessoas para ganhar dinheiro”. WANDERSON 5º ANO A ESCOLA MARCOS FREIRE

Minha mãe me contou que quando era criança, ela não ia para a escola, porque era muito longe e às vezes era por falta de material e também porque ficava doente. Quando era época de colheita, ela ficava sem ir à escola pó um mês até que parou na quarta série e ficou só trabalhando. Se fizesse o trabalho mal feito, ficava de joelho nas pedras. Até hoje ela continua trabalhando. Agora ela é garçonete. GILMAR 5º ano B ESCOLA MARCOS FREIRE

Quando meu tio era criança, ele foi no primeiro dia de aula, falou para a professora que estava com muita vontade de ir ao banheiro. YASMIN APARECIDA 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

Minha mãe disse que quando era criança, ela parou de estudar na quarta série, porque tinha de trabalhar para ajudar em casa. Ela trabalhava na serraria. Um dia ela quebrou o braço e teve que ir trabalhar com o braço quebrado. GUSTAVO HENRIQUE 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

O meu pai me disse que quando era criança, tinha muitos irmãos e faltava aula, porque tinha que trabalhar. Ele pegava peixe para comer, cortava árvore para fazer o fogo e fazer casa. Ele era muito inteligente. O meu pai tinha 10 anos quando sua mãe morreu de câncer. Como tinha um a menos para trabalhar, ele precisou sair da escola e só trabalhar. Ainda bem que chegou a madrasta, mas ela começou a bater muito nele. Num certo dia, ela falou: “ou manda teu filho embora ou eu vou. Meu avô aceitou, mas antes de meu pai sair teve que ficar 1 hora de joelho no prego. Depois disso, nunca mais ele estudou. ABNER 5º ANO B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança, faltava aula para trabalhar na roça. A escola era muito distante e quando chovia muito as estradas alagavam. Quando não sabia a lição, apanhava de régua e ficava ajoelhada nos grãos de milho. O meu avô também não frequentava a escola, porque tinha que cuidar dos irmãos e quando a mãe ficava em casa, ele ia trabalhar na casa do vizinho. Depois que cresceu, trabalhou muito como um cavalo e hoje é analfabeto. WENDREW 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Meu pai me contou que quando era criança, ele era o único menino da família, portanto era responsável pelo serviço na roça junto com meu avô. Meu avô o deixava ele ir à escola, até porque havia uma escola de 1ª a 4ª série. Depois da 5ª série, a situação piorou, porque a escola era muito longe. E um dos motivos de faltar, era a colheita. O estado financeiro do meu avô não ajudava muito, por isso meu pai tinha que ajudar muito quando não estava na escola. Até que seus irmãos cresceram e começaram a ajudar também. Quando meu pai fazia coisas erradas em casa ele apanhava de relho de burro e na escola levava palmatória e ficava ajoelhado em milhos. Conseguiu fazer o Magistério, mas carpiu, cuidou de gado, plantou alimentos e colheu milho. Ajudou meu avô dos 5 aos 17 anos. LETÍCIA BARBOSA 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

A pessoa que eu entrevistei disse que quando o marido dela era criança na escola, a professora dormia e os colegas batiam nele e quando ela acordava mentiam que ele era culpado. Daí ele teve uma idéia: um dia quando a professora dormiu e os piás bateram nele, ele pegou a vara de marmelo que estava atrás da porta e surrou a professora. Por causa disso ele nunca mais estudou e o castigo foi trabalhar o dia todo na roça.GUSTAVO AMARO 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança, os castigos eram para os alunos quando eles não faziam a lição de casa, porque ele se comportava bem. Os alunos penduravam todas as mochilas no pescoço. O meu avô contou que nunca foi à escola, porque ele trabalhava dia e noite na roça. Até hoje ele só conseguiu emprego pesadoRHAIANE 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Meu entrevistado me disse que quando era criança parou de estudar na quarta série, porque tinha que trabalhar na lavoura. Quando chovia, tinha que trabalhar em casa cuidando dos animais. Na família tinha sete pessoas. Ele disse que tinha vontade de terminar os estudos. ALISSOM 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE


Quando meu bisavô era vivo e meu pai era criança, ele contou que quando ele tinha uns vinte e cinco anos de idade, estava andando de carroça levando palha para os animais de sua fazenda. Era umas 22 horas quando viu uma bola de fogo estranha voando pelo céu. Quando o cavalo viu, empacou e não saía do lugar. A bola de fogo quicava pelos cantos do lugar. Ao quicar em uma árvore, esta pegou fogo e quase caiu da carroça. Ele estava apavorado. Desceu do cavalo, e tentou empurrá-lo, mas não conseguiu. Depois de um tempo, a bola foi embora para os morros e ele conseguiu voltar pra casa. Se ele ainda estivesse vivo, até hoje teria dúvidas do que realmente teria sido aquilo. LETÍCIA LEMOS 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança, ela trabalhava na roça colhendo milho. Às vezes trabalhava até de noite. De manhã ela ia para a escola. Quando estava doente, não ia para a escola, mas tinha que ir trabalhar do mesmo jeito. Na casa onde ela morava tinha muitas plantações e ela precisava colher. Os outros irmãos trabalhavam na cidade. Na escola ela ficava ajoelhada no vidro. Quando ela levantava estava cheio de cacos ao redor do joelho. Uma vez quase quebraram sua mão com a palmatória e por causa disso, seus pais a tiraram da escola e levaram para trabalhar na roça o dia todo. JÉSSICA 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Minha avó me contou que quando era criança não ia para a escola, porque o caminho era longo e os pais não deixavam. Se fosse para a escola precisava ir à cidade. Era boa aluna, mas mesmo assim ficava ajoelhada no milho ou arame. CASSIANO 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

A minha vó me falou que quando era criança, ela estudou só até a quarta série e o seu pai tirou da escola para trabalhar na roça. O meu tio não podia ir para a escola, porque não tinha transporte e o pai dele não gostava que ele estudasse. Ele era como um escravo na roça. KAUAN 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

A minha avó me contou que quando era criança trabalhou muito carpindo e cuidando de animais. Também me disse que quando levava chibatada ficava machucada e o suor caía em cima e ardia muito. Ela só conseguiu estudar até a 4ª série, porque seu pai a obrigava a trabalhar muito para sustentar a família: pai, mãe e os cinco irmãos. De brinquedo, ela só tinha uma boneca, pois também não havia muito tempo pra brincar por causa do trabalho. Já levou muitos castigos, chineladas, chibatadas… Às vezes nem dava tempo de explicar. Até hoje ele diz que perdeu a infância. NICOLY 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Quando meu avô era criança, ele enfrentava muitas dificuldades para ir à escola. Teve que sair, porque precisava trabalhar na lavoura. Os pais dele não gostavam que ele estudasse. Agora ele já tem mais de setenta anos de idade e ainda não tem nem a segunda série. LUCAS 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

Minha vó me falou que ela frequentou a escola até o 4º ano, porque a escola era longe e quando chovia muito alagava a estrada e não podia passar. As meninas só trabalhavam em casa. eram em quatro irmãos. Os meninos trabalhavam fora de casa.YASMYN 5º ano B ESC. MARCOS FREIRE

 

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