No Rio de Janeiro, o navio de pesquisa oceânica Vital de Oliveira comemora os 100 anos da Academia de Ciências e recebe visita guiadas ao lado do Museu do Amanhã

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Para comemorar os 100 anos da Academia de Ciências, o navio de pesquisa oceânica Vital de Oliveira, atracou ao lado do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, onde está aberto para visitas do público em geral.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Atracado pela primeira vez na cidade, ao lado do Museu do Amanhã, na zona portuária, o navio de pesquisa oceânica Vital de Oliveira pode ser visitado das 10 às 18h até sexta-feira.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

A embarcação, que faz pesquisas em alto-mar sobre a qualidade da água, foi utilizada, por exemplo, na análise da água na foz do rio Doce, devido à poluição provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), no dia 5 de novembro do ano passado.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

No Museu do Amanhã, a exposição Túnel do Tempo propõe uma viagem interativa na história dos 100 anos da academia e ficará exposta até o dia 15 deste mês.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Museu do Amanhã, no Rio

O consultor da mostra, Ildeo Moreira, professor do Instituto de física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explicou que foram destacados 18 cientistas de diversas áreas que tiveram contribuições significativas para a ciência brasileira:

“Carlos Chagas, por exemplo, é um marco da ciência brasileira, pela descoberta da doença de Chagas, que teve impacto para a ciência brasileira e universal. Temos Osvaldo Cruz, um grande organizador da ciência, que foi da primeira diretoria da academia.

Temos Johanna Döbereiner, que desempenhou papel importantíssimo na agronomia ao estudar a fixação de nitrogênio por bactérias no solo, o que ajudou a desenvolver a soja no cerrado brasileiro, economizando bilhões de dólares ao país e contribuindo para o meio ambiente”.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Também estão na exposição o médico Juliano Moreira, que foi um dos pioneiros da psiquiatria brasileira, no início do século XX e o físico Cesar Lattes, codescobridor do méson pi em 1947, a geógrafa Bertha Koiffmann Becker, por seus estudos sobre a Amazônia brasileira, entre outros acadêmicos de diferentes áreas.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O presidente da ABC, Jacob Palis, ressaltou que uma das prioridades da academia hoje é encorajar novos talentos do gênero feminino na ciência brasileira. “Queremos descobrir mulheres para serem eleitas pela academia, claro, com mérito. Mas a presença da mulher deve ser marcante”, disse ele.

O encontro contará com a presença dos mais importantes cientistas brasileiros e de inúmeros cientistas estrangeiros, muitos deles ganhadores do prêmio Nobel, e de outros prêmios equivalentes, como a medalha Fields em matemática, e o prêmio Turing, em tecnologia da informação. 

 

Enquete

O que você está mais curtindo fazer durante o período em casa, por causa do novo coronavírus?

Comentários (0)

Compartilhar por email