Caso não sejam feitos investimentos em infraestrutura, até 2035, 74 milhões de brasileiros podem sofrer com falta de água, de acordo com um estudo feito pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Associação Brasileira de Limnologia (ABLimno). O relatório aponta que, embora o país seja rico em recursos hídricos, a água é distribuída de forma desigual pelo território e, se nada for feito, o abastecimento pode ser prejudicado.

Segundo o estudo, a Região Nordeste, que já sofre com falta de água, será ainda mais afetada nos próximos anos. Além disso, a pesquisa aponta que setores que usam água para realizar suas  atividades, como indústria, pecuária e agricultura, perderão dinheiro com a falta do recurso. Estima-se que a indústria, o setor que seria mais afetado, possa ter perdas econômicas de até 84%.

Entre os principais fatores que ameaçam a disponibilidade da água no Brasil estão mudanças climáticas, mudanças no uso do solo, fragmentação de ecossistemas (quando um habitat sofre alterações por ação humana e é dividido em partes) e poluição. De acordo com o estudo, os efeitos desses problemas se tornarão mais graves no futuro, embora já possam ser sentidos. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, as águas de 45% dos rios contêm poluentes emergentes, ou seja, que não são removidos com facilidade por processos de tratamento tradicionais.

Soluções

Segundo a coordenadora da pesquisa, Aliny Pires, para resolver a questão, o ideal seria aumentar o investimento em infraestruturas tradicionais (como estações de tratamento de água) e em infraestruturas verdes, que apresentam soluções sustentáveis — como a preservação de florestas próximas aos rios, o que ajuda a reter poluentes. “Se mantivermos a vegetação, o custo com tratamento de água será menor e o preço da água para a população também”, explica Pires.

Contrastes do Brasil

Norte: tem disponível 68% da água do Brasil, mas abriga apenas 7% da população.
Nordeste: 98% dos municípios já sofreram períodos de seca.
Sudeste: abriga 58% da população brasileira, mas tem disponível apenas 13% da água do país

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Em 2015, com a falta de chuva na nascente do rio São Francisco, o reservatório de Sobradinho, na Bahia, viveu a maior seca de sua história/ #pracegover: vaca de cor clara pastando em campo seco, com poucas áreas de vegetação. Três garças estão perto do mamífero. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil.

Fontes: Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e Fapesp.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 136 do jornal Joca.

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Comentários (4)

  • Manuela Arns

    1 mês atrás

    Meu Deus! Seremos muito afetados então!!!!!!!

  • ANA T

    4 meses atrás

    :O

  • Paula

    1 ano atrás

    desculpe ,

  • Paula

    1 ano atrás

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaavvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvveeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

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