Na imagem, um cão da raça braco húngaro de pelo curto. Crédito de imagem: Anna Rostova/Getty Images/reprodução

Existem cerca de 350 raças diferentes de cães no mundo. Cada uma delas traz características bem definidas, como tamanhos e cores distintas. O formato, o desenho e o tamanho das orelhas, é claro, também fazem parte dessas atribuições.

Alguns cachorros — como os das raças pastor-alemão, husky siberiano e chihuahua — têm orelhas mais firmes e eretas. Se observarmos, os canídeos selvagens (como lobos, raposas e coiotes) também têm orelhas em pé. No entanto, diversas outras raças têm orelhas caídas e mais moles, como golden retriever, labrador, pug e dálmata. Mesmo esses cães ficam com as orelhas em pé quando estão em estado de alerta, mas passam a maior parte do tempo com elas voltadas para baixo.

Diferentes raças de cães. Crédito de imagem: MirasWonderland/Getty Images/reprodução

O mais natural seria que os cães tivessem orelhas firmes, assim como seus antepassados selvagens. O surgimento das raças de cães e de outros animais domésticos foi um trabalho dos homens, e não um processo de seleção natural, como acontece com animais selvagens. Isso significa que as características de cada raça foram se definindo a partir do cruzamento de indivíduos diferentes, manipulado por humanos. O aspecto “fofinho” que as orelhas mais moles e grandes dão, por exemplo, pode ter sido o motivo para as pessoas escolherem essa característica na maioria das raças domésticas.

Seleção natural: tese proposta, principalmente, pelo biólogo Charles Darwin que basicamente pressupõe que as gerações de indivíduos com maiores chances de sobrevivência determinem a continuidade de suas características favoráveis. Por exemplo, ao longo do tempo, a população de girafas com pescoços compridos foi crescendo, uma vez que, assim, elas conseguiam alcançar mais facilmente o alimento no topo das árvores; já as girafas de pescoço curto foram, aos poucos, desaparecendo.

Devemos lembrar que as orelhas dos cachorros também merecem a atenção dos tutores. As raças em que os ouvidos ficam escondidos pelas orelhas podem estar sujeitas a infecções, já que o local fica mais abafado. Por isso, é sempre bom checar periodicamente se há acúmulo de secreção ou odor forte e garantir que o cãozinho possa sacudir as orelhas por aí sem repreendê-lo.

Pergunta enviada por um leitor do Joca.

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Comentários (1)

  • Leila Cristina Despincieri Santos

    4 meses atrás

    Bom dia! Que interessante esta matéria, algumas raças de cães nós não conhecíamos... Também não tínhamos conhecimento de que existia cão reconhecido como patrimônio histórico cultural, como o "Boca Preta do Nordeste". Até breve. 5º ano B - EMEF. Dr. João Mendes Júnior - Assis/SP

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