Foi-se o tempo em que a informação era consumida apenas pelo meio impresso: o jornal e o livro digital já são uma realidade com os tablets e smartphones tornando o acesso cada vez mais fácil. O avanço da tecnologia permitiu que fossem criados dispositivos e aplicativos que oferecem uma leitura mais interativa e rápida. Isso, certamente, chama a atenção dos mais jovens.

Com a interação que os meios digitais fornecem, aparentemente fica desigual a competição com os livros físicos. Claro que os dois possuem tanto vantagens quanto desvantagens, então como fazer a melhor escolha?

Para comparar e avaliar a melhor opção, vamos analisar cinco características: mobilidade, economia, interação, conforto na leitura e sustentabilidade.

Vamos conferir o resultado?

Mobilidade

Livro físico

Não precisa de bateria para funcionar, portanto pode ser lido a qualquer momento e em qualquer lugar, sem o receio de que ele “desligue” de uma hora para a outra e sem a preocupação de ter que recarregá-lo. Além disso, a criança tem uma experiência mais física tocando a capa, sentindo o cheiro das páginas, folheando o livro.

Por outro lado, se o exemplar for muito volumoso pode limitar a mobilidade devido ao peso, fazendo com que ele seja lido apenas em casa ou em algum lugar fixo. Isso não acontece com um livro digital.

Livro digital

Antes da criação de e-readers como o Kobo e o Kindle, os livros digitais eram lidos somente por meio do computador, o que limitava a mobilidade. Com esses dispositivos, ficou muito mais fácil: eles são leves, próprios para a leitura e têm um custo razoável.

Pela semelhança com os tablets, já bem conhecidos pelas crianças, podem ser um incentivo à leitura. Sem contar que são capazes de armazenar uma enorme quantidade de livros, que podem ser levados para qualquer lugar. É como ter uma biblioteca na palma da mão.

Economia

Livro físico

O preço é quase o dobro do livro digital. Gastos com papel, gráfica, encadernação e frete são os responsáveis por fazer com que o livro impresso seja tão mais caro. Apesar disso, a popularidade dos livros de papel ainda é alta, até mesmo entre os jovens. Artigos mostram que a venda de conteúdo impresso é maior do que a digital.

Livro digital

O preço é bem mais acessível, já que não há nenhum gasto com gráfica. Além disso, não há frete, pois os livros digitais são comprados em lojas online e vão direto para o seu computador ou leitor digital.

Além disso, existem sites (como a Amazon) em que é possível criar uma conta com preço fixo mensal para leitura ilimitada. Para os pais, esse é um dos pontos fortes, já que é possível adquirir uma grande quantidade de livros e jornais virtuais, por preços razoáveis.

Interação

Livro físico

A interação não é tão alta, mas existe. Dizem que não há nada mais prazeroso do que folhear um livro, passar as páginas na medida em que a leitura avança, sentir o cheiro das folhas, admirar a capa e, depois de lido, guardá-lo em um lugar especial. Com uma cópia física, a criança tem uma experiência única de leitura.

Livro digital

A interação também é alta. Muitos livros e jornais digitais são multimídia, ou seja, além do texto, possuem diversas opções de interatividade, como vídeos, jogos, links que levam a portais online e até mesmo animações — tudo no mesmo lugar.

Em muitos livros digitais, há um dicionário embutido, que auxilia a criança na procura rápida por palavras desconhecidas e informações que ela não encontraria se estivesse lendo um livro físico, por exemplo, já que teria que parar para pesquisar em um dicionário ou no Google. No caso do livro digital, essa procura é bem mais fácil, aumentando o vocabulário do pequeno leitor e ajudando-o em sua aprendizagem.

Conforto na leitura

Livro físico

Um dos pontos positivos é que as páginas dos livros impressos foram feitas para a leitura, com cores que não agridem a visão — ao contrário da tela de um computador, que possui luminosidade excessiva e pode incomodar. O ponto negativo é que não pode ser lido à noite sem a ajuda de uma luminária.

Livro digital

Se a leitura for feita em e-readers, não perde em nada para os impressos. Estes aparelhos são feitos exclusivamente para a leitura — alguns, inclusive, imitam as páginas dos livros impressos e possuem baixa luminosidade. Além disso, os aparelhos possuem recursos que facilitam a leitura noturna.

Sustentabilidade

Livro físico

Dizer que a utilização de papel na produção do livro impresso é um dos pontos negativos talvez seja equivocado, já que todo o papel utilizado no Brasil vem de florestas próprias, plantadas e legalizadas para esse fim. Porém, há a emissão de dióxido de carbono em sua produção, o que agride o meio ambiente.

Livro digital

O meio digital agride o meio ambiente, só que de outra forma: apesar de evitar o desmatamento, a produção de um leitor digital também polui. Além disso, no final de sua vida útil, o aparelho gera lixo eletrônico. Quando não for mais utilizado, o e-reader deve ser descartado em um lugar propício para lixos eletrônicos.

Então, qual é a melhor opção?

Tanto o livro físico quanto sua versão digital possuem prós e contras, ficando improvável dizer com precisão qual é o melhor. Cabe aos pais analisar e decidir. Uma coisa importante a se saber: o livro digital não exclui o físico. No fundo, o que importa é que o incentivo ao conhecimento exista desde cedo.

O hábito de leitura, o contato com as páginas dos livros virtuais e impressos, o enriquecimento do vocabulário e a absorção de informações úteis por meio de livros e jornais infantis são essenciais na formação intelectual, social e humana da criança, gerando o empoderamento do jovem e o desenvolvimento de seu senso crítico.

Agora que você já sabe o que levar em consideração antes de comprar um livro digital ou físico, que tal presentear seu filho com um jornal voltado para ele? Entre em contato com o Jornal Joca e conheça as edições impressas e digitais!

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