Dia 12 de novembro é do Dia do Pantanal, uma data para comemorar. O WWF-Brasil, junto com o governo do estado de Mato Grosso e mais de 50 entidades parceiras, trabalham juntos para proteger e recuperar as águas das Cabeceiras do Pantanal, onde nascem as águas, responsável pelo abastecimento de mais de três milhões de pessoas e pela manutenção da biodiversidade local: mais de 4 mil espécies de animais e plantas registrados.

Cabeceira do Pantanal

O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal vai recuperar 700 quilômetros de rios (Paraguai, Jaurú, Sepotuba e Cabaçal) e mais de 70 nascentes em 25 municípios de Mato Grosso.

Rio Paraguai


O trabalho de reflorestamento da mata ciliar, a vegetação nativa das margens dos rios, cursos d’água e nascentes e que funciona como filtro de proteção das águas, será em uma área de mais de 23 mil hectares. 

Mudas de plantas

Serão necessários mais de 15 viveiros de mudas para fazer o replantio.

O pacto foi criado em 2012 a partir de um estudo feito pelo WWF-Brasil, em parceria com o HSBC, a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar – mostrou que a área das Cabeceiras do Pantanal estava em alto risco ecológico, requerendo ações urgentes.

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Em junho, além do WWF-Brasil, o governo de Mato Grosso, todos os prefeitos dos 25 municípios e diversas entidades parceiras da sociedade civil formalizaram a aliança e assinaram a adesão ao Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, e portanto, se comprometeram a trabalhar na recuperação dos recursos hídricos da região.

Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil, reforça a importância da Organização na conservação do Pantanal, “o reino das águas”: nossa missão é trabalhar por um planeta onde as pessoas vivam em harmonia com o meio ambiente e o Pacto mostra o potencial de uma ação quando é produzida em conjunto por toda a sociedade.

Cada entidade que adere ao Pacto se compromete voluntariamente a implementar em sua localidade pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios, como por exemplo: a recuperação de áreas degradadas, a adequação ambiental de estradas rurais e estaduais até 2020, a melhoria do saneamento básico, a implantação de biofossas nas zonas rurais e melhoria da gestão de resíduos sólidos e da gestão de recursos hídricos, a promoção de atividades culturais e educativas sobre a importância da proteção das águas (rios e nascentes) e do reflorestamento.

Primeiros resultados

Até o momento, a parceria entre as diversas entidades do Pacto possibilitou algumas conquistas, como por exemplo a instalação de 40 biofossas na zona rural, evitando que dejetos humanos cheguem aos rios e melhorando a qualidade de vida dos produtores que passam a ter saneamento básico e um biofertilizante para regar árvores frutíferas.

 

Tangará da Serra

Outro resultado positivo é que os municípios de Tangará da Serra e Mirassol d’Oeste foram selecionados pela Agência Nacional de Águas (ANA) para receber recursos financeiros que serão destinados à implantação de projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), por meio do Programa Produtor de Água.

Assim, em breve, os produtores dos dois municípios serão remunerados financeiramente pela proteção das nascentes e dos recursos hídricos locais, pela conservação das matas ciliares e pela implementação de boas práticas agropecuárias e do manejo do uso do solo.

Adesão

A região das Cabeceiras do Pantanal abrange 25 municípios do Mato Grosso, sendo eles: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra.

Saiba mais:
Vídeo chama a atenção para a preservação das águas do Pantanal: 

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