Da esquerda para a direita: Gregg Semenza, Peter Ratcliffe e William G. Kaelin Jr,, os vencedores do Nobel de medicina de 2019. Fotos: Twitter/ Reprodução.
Da esquerda para a direita: Gregg Semenza, Peter Ratcliffe e William G. Kaelin Jr,, os vencedores do Nobel de medicina de 2019. Fotos: Twitter/ Reprodução.
Da esquerda para a direita: Gregg Semenza, Peter Ratcliffe e William G. Kaelin Jr,, os vencedores do Nobel de medicina de 2019. Fotos: Twitter/ Reprodução.
Da esquerda para a direita: Gregg Semenza, Peter Ratcliffe e William G. Kaelin Jr., os vencedores do Nobel de Medicina de 2019. Fotos: Twitter/Reprodução

Foram anunciados, em 7 de outubro, os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2019, em Estocolmo, na Suécia. Os ganhadores da edição foram responsáveis por um estudo que pode ajudar em tratamentos de doenças que envolvem baixa quantidade de células vermelhas no corpo (entenda a seguir). São eles: William G. Kaelin Jr, de 61 anos, Gregg Semenza, de 63, ambos dos Estados Unidos, e Peter J. Ratcliffe, de 65 anos, da Inglaterra.

Entenda a descoberta

Você já foi para um lugar muito alto, como o topo de uma montanha, e teve dificuldade de respirar? Isso acontece porque em locais de alta altitude – quando mais um lugar está acima do nível do mar, maior é a altitude – há pouco oxigênio no ar, então é mais difícil conseguir inspirar esse ar. O estudo da equipe diz respeito a esse fenômeno, ou seja, como o corpo humano se adapta tanto a lugares onde há muito oxigênio quanto aos que quase não oferecem esse gás (mesmo sendo mais difícil respirar nesses locais). 

Já se sabia desde o século 20 que, quando há menos oxigênio no ar, as células vermelhas do sangue (responsáveis por levar o oxigênio para o resto do corpo) se multiplicam. O motivo disso é que, quanto mais células vermelhas um corpo tem, mais ele consegue obter oxigênio

A descoberta dos vencedores do Nobel é sobre como o oxigênio controla o processo de multiplicar as células vermelhas. Essa produção gira em torno de um conjunto de moléculas chamadas HIF, identificadas por um dos pesquisadores, que “mandam” produzir mais células vermelhas. Quando tem muito oxigênio no ar, essa molécula se destrói, já que não vai precisar multiplicar muitas células vermelhas, mas quando o oxigênio está em pouca quantidade no corpo, os níveis de HIF aumentam. 

Por ter descoberto como o oxigênio atua na multiplicação das células vermelhas, uma das aplicações do estudo é ajudar nos tratamentos contra a anemia, doença que reduz a quantidade de células vermelhas no sangue. 

Outros prêmios Nobel

O prêmio de medicina foi o primeiro Nobel anunciado em 2019. Os próximos a serem divulgados serão de física (dia 8), química (9), literatura (10) e da Paz (11). O de economia sairá na semana que vem, em 14 de outubro. 

Fontes: Agência Brasil, Carta Capital e G1.

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