Sacola plástica retirada do estômago da baleia na costa das Filipinas (Foto: Bruce Mars_Unsplash/ONG Museu D’Bone Collector). #PraCegoVer: um homem com os braços abertos segura um pedaço grande de plástico amarelado. Atrás dele, algumas pessoas usando luvas observam.

Por Helena Rinaldi

A equipe da ONG Museu D’Bone Collector, que trabalha na conscientização para a preservação do meio ambiente, resgatou o corpo de uma baleia morta com cerca de 40 quilos de sacolas de plástico no estômago na costa das Filipinas, em 16 de março.

Por causa da quantidade de plástico engolida, a baleia quase não conseguia mais se alimentar e acabou morrendo de fome. “Como os plásticos ocuparam todo o estômago, impediram que o alimento passasse para o intestino, no qual é absorvido. Além disso, a desidratação contribuiu para causar a morte, pois baleias não bebem água como os seres humanos — o líquido é obtido a partir do que elas comem”, explica o biólogo Guilherme Domenichelli.

O plástico estava se acumulando há tanto tempo na barriga da baleia que tinha até começado a calcificar, ou seja, endurecer por conta da mistura com os alimentos que estavam lá dentro.

Quando estão no oceano, sacos plásticos são frequentemente confundidos com alimentos pelos animais marinhos. Além disso, podem ser vistos como ameaça para eles, já que os bichos não sabem o que são esses objetos.

A quantidade desses resíduos é tanta que, segundo um estudo feito pela New Plastics Economy (Nova Economia dos Plásticos, em português), iniciativa global que trabalha com a reciclagem desse material, é possível que em 2050 exista mais lixo do que peixe nos oceanos se o ser humano não tomar atitudes pelo ambiente.

Ações ambientais que começam nas escolas
O Colégio Pio XII, da cidade São Paulo, e o Colégio Uirapuru, de Sorocaba (SP), são algumas das escolas brasileiras que estão promovendo ações entre os alunos para diminuir a quantidade de lixo plástico.

No Pio XII, os estudantes estão fazendo uma campanha para acabar com os copos plásticos. Mikaela K., de 9 anos, explicou o projeto para o Joca: “Descobrimos que se jogarmos lixo nos mares, oceanos e até no chão, o meio ambiente vai ficar poluído e também os animais marinhos podem comer esses materiais. Por isso, nossa escola está dando copos não descartáveis para a gente substituir os descartáveis”

Já o Uirapuru fez uma campanha para diminuir o consumo de canudos de plástico. Os estudantes criaram cartazes para contar como esse material prejudicava o meio ambiente e espalharam em vários lugares da escola. Depois do projeto, a cantina parou de adotar canudos plásticos e agora os alunos usam copos ou canudos sustentáveis trazidos de casa.

Fontes: BBC, Época Negócios e G1.

Reportagem originalmente publicada na edição 128 do Joca.

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Comentários (3)

  • Sofia Min Kyung Kang

    2 anos atrás

    sofia min kyung kang. 22 de outubro de 2019. ai que do!

  • Luísa Marques Arandas Prado

    2 anos atrás

    nunca jogue lixo no mar.quando joga lixo no mar acontece isso.coitada

  • Isadora Moreira Barbosa

    2 anos atrás

    porque essas pessoas fazem isso ]

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