Estudantes do projeto Personas, do Colégio Poliedro, em São José dos Campos (SP), estão explorando obras da literatura por uma abordagem diferente: o teatro. O professor responsável, Rodolpho Pinotti, conta que o objetivo é focar nos sentimentos e motivações dos personagens. “Eu não queria que fossem resumos de cada livro, porque isso é fácil de entender. O que é difícil é a subjetividade da obra, que são os valores e costumes da época e os sentimentos dos personagens, por exemplo”, explica.

Com o isolamento social, as peças, que seriam apresentadas ao vivo, passaram por mudanças. Para que nenhum aluno precise sair de casa, Rodolpho envia um roteiro com as falas da gravação. Depois, o professor edita os vídeos para que todos apareçam juntos em cena.

Para Sofia C., 16 anos, a encenação é quase um modo de entrar nos livros. “A gente não quer ler o livro e falar quais são os pontos que caem no vestibular, a gente quer entender o que o autor queria dizer para colocar tudo isso em forma de gestos e sentimentos. É um olhar diferente para as obras, elas ficam muito mais dinâmicas.” Já Thainá T., 16 anos, afirma que o teatro é uma forma mais leve de aprender. “Os livros de vestibular têm um enredo um pouco mais reflexivo. O teatro me fez aprender de um jeito mais palpável”, diz.

Alunos que viram as peças também aproveitaram o conhecimento. “Muitos me disseram que revisitaram alguns aspectos que já tinham sido trabalhados nas aulas”, conta Maria Catarina Bo zio, coordenadora do ensino médio.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 161 do jornal Joca.

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