15542059_1524481210914293_5864529413309244020_n

O futebol é um jogo coletivo. Uma simples falha de um único jogador pode provocar a derrota de todo o time. Mesmo um grande jogador, no auge da forma técnica e física, não é, automaticamente, garantia de uma vitória, pois o time inteiro precisa estar jogando bem para conseguir um bom resultado.

No dia 28 de novembro de 2016, o time inteiro da Chapecoense embarcou em um avião. Foi, para quase todos, a última coisa que fizeram em suas vidas. Nessa noite, o time desapareceu: 71 das 77 pessoas no voo morreram em um acidente fatal, quase chegando a Medelín, na Colômbia, onde jogariam. Esse time, que havia conseguido ultrapassar muitos obstáculos e chegar na final da Copa Sul-Americana, desapareceu. E agora, o time vai continuar existindo? A Chapecoense tem um futuro depois dessa tragédia?

Quando eu fiquei sabendo o que tinha acontecido, é claro que fiquei surpreso. Todo mundo que ficou sabendo sobre o acidente ficou surpreso, mas, coincidência ou não, alguns dias antes do acidente, eu estava pensando sobre o que poderia acontecer se uma tragédia como essa atingisse qualquer esporte, qualquer time. Eu sabia que, um dia, infelizmente, isso aconteceria. Afinal, atletas estão sempre viajando. Times estão sempre viajando. Seleções viajam com frequência. Se fazem um jogo fora de casa, já é um voo. Na volta para a casa, um segundo voo. Outro voo fora de casa, já é um terceiro voo. Nova volta para casa, um quarto voo, e assim por diante…

O mundo todo ficou triste, foi o maior acidente esportivo da história. Vimos muitas homenagens, mas a maior foi do time que eles iriam jogar contra, o Atlético de Medelin. Não só torcedores foram ao estádio para a homenagem. A própria delegação abriu mão do título e pediu para a federação que organizou o torneio, a Conmebol, que desse o título para o time de Chapecó. Foi um gesto muito bonito.

15326550_1134078706707298_8931151977247292194_n

Essa é uma tragédia que não pode ser esquecida, mas que deve ser superada. Afinal, a vida e o esporte precisam continuar. ..

Por Alex Streinger, 13 anos, colunista mirim, brasileiro que mora nos Estados Unidos

Enquete

De qual capa do Joca em 2022 você mais gostou até agora?

Comentários (0)

Compartilhar por email