Em Madri, na Espanha, as ruas estão vazias porque a cidade está em quarentena. Foto: Juan Carlos Lucas/NurPhoto via Getty Images

Mais de um terço da população mundial está em quarentena ou com algum tipo de restrição para sair de casa em seu país por causa do novo coronavírus. A maioria das 2,5 bilhões de pessoas em isolamento se concentra em dois países: China, o mais populoso do mundo e no qual a doença começou; e Índia, onde a segunda maior população do globo (mais de 1,3 bilhão de pessoas) deve ficar em casa de 25 de março a 14 de abril.

Também adotaram restrições aos moradores países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Quênia, Arábia Saudita, Israel, Argentina, Bolívia, Colômbia, Malásia e Nova Zelândia.

A situação na China

Na contramão do restante do mundo, o país registra cada vez menos casos da doença, começa a sair do isolamento e retomar as atividades aos poucos. A maioria das grandes empresas chinesas reabriu e o transporte público voltou a circular, mas grande parte das escolas ainda está fechada.

Os habitantes da província chinesa de Hubei, berço da pandemia, saíram da quarentena no dia 25 de março. Mas a capital Wuhan, de onde o novo coronavírus começou a se espalhar, deverá liberar os moradores, isolados desde janeiro, apenas no dia 8 de abril. 

No dia 26 de março, o país determinou o fechamento temporário das fronteiras à maioria dos estrangeiros para evitar que o vírus volte a circular. A China não registrou novos casos de transmissão local nos últimos dias, mas cerca de 550 pessoas infectadas chegaram ao território. 

Boa notícia
O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 no mundo todo chegou a 156 mil em 30 de março. O dado é da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, que monitora em tempo real a evolução da doença. A China reúne o maior número de curados: mais de 75 mil. Em seguida, aparecem Espanha (16 mil recuperados), Irã (14 mil) e Itália (13 mil)

Correspondente internacional

“Sou estudante da 8a série do ensino fundamental. Nasci em 2006, não vivi o período da Sars em 2003. Mas a dimensão e a gravidade desse surto da covid-19 não foram menores do que naquela época – e trouxeram muitas ‘grandes mudanças’ para minha vida.

Quando a escola funciona normalmente, geralmente temos sete aulas por dia, cada aula com duração de 40 minutos e cerca de três a quatro aulas com lição de casa. Durante o atual surto de covid-19, só podemos ter aulas on-line, o que é muito ruim, na minha opinião. Temos que fazer a lição de casa para todas as sete disciplinas das sete aulas e enviar a lição de casa dentro do prazo exigido. Sinto que estou quase ficando ‘cega’ depois de olhar a tela do computador por muito tempo. Porém, algumas coisas são convenientes por causa das aulas on-line. Por exemplo, não precisamos gastar pelo menos meia hora de ônibus ou carro para frequentar a escola; em vez disso, podemos simplesmente abrir o computador em casa e ter essas aulas on-line. Isso nos poupa bastante tempo para aproveitar a vida de ‘ficar em casa comendo’.

Além da minha vida pessoal, gosto de prestar muita atenção à situação da epidemia em tempo real, pois esse novo coronavírus é realmente assustador. É bastante assustador ver o número de pessoas infectadas na China crescendo de cerca de 4 mil para mais de 80 mil em menos de um mês. Embora a China tenha uma população enorme, este não é de forma alguma um número insignificante. Eu me sinto aliviada ao ver que a taxa de mortalidade na China não é alta e a taxa de cura é promissora. Quando meus pais e eu voltamos a Pequim depois de uma viagem em janeiro, vi que todas as pessoas no aeroporto estavam usando máscaras! Foi impressionante. Alguns de meus amigos que moram em outros países não entenderam por que todos usavam máscaras e me perguntaram se estávamos vivendo o Resident Evil na vida real. Isso é uma piada, e também é verdade. Afinal, a doença é grave o suficiente para usar uma máscara para evitar infecções.

Todos ficaram em casa, e o efeito é muito óbvio. Após alguns dias de aumento louco no número de pessoas infectadas, há muito menos casos diagnosticados. Atualmente, a China quase não tem novos casos de infecção, mas é muito, muito ruim que esse terrível vírus tenha ido para o exterior! Apenas alguns dias atrás, fiquei feliz por estarmos quase de volta à escola quando soube que dezenas de milhares de pessoas na Itália haviam sido infectadas! Dezenas de milhares se seguiram nos dias seguintes nos Estados Unidos.

A primavera chegou silenciosamente, com o vento quente soprando as nuvens brancas e a geada fria, além de trazer o verde da esperança. Espero que todos, infectados ou não pela covid-19, tenham muita esperança de superar a pandemia. Meus amigos no Brasil, também desejo que vocês passem com segurança e alegria por esse ‘período especial’!”

Chenmu D., 13 anos, Pequim, China

Fontes: Agência Brasil, Business Insider, Época, Exame, Folha de S.Paulo, G1, O Globo, Nexo e Público.

 

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Comentários (4)

  • Rúbia

    6 meses atrás

    muito bom obrigado pelas informações

  • cristiane moquiuti

    6 meses atrás

    eu estou em casa por causa do coronavirus

  • pat.diniz

    6 meses atrás

    eu estou em casa por causa do covid 19

  • Danika Siddoway

    6 meses atrás

    Eu sou também

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