Os leitores e os 10 anos do Joca

Acompanhe, até o fim de 2021, depoimentos de jovens sobre a importância do Joca em suas vidas, das mais diversas formas.


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Marina I., 10 anos. Foto: arquivo pessoal

Marina I., 10 anos, e o desejo de ser jornalista
“Aos 8 anos, apresentei para a minha sala uma reportagem que fiz sobre slimes. Na hora, me senti feliz em repassar uma informação que achei importante. Mas foi em 2019, quando conheci o Joca, que comecei a enxergar de verdade a possibilidade de ser jornalista. Adorei ver como funciona um jornal, como ele é dividido, as pessoas que são entrevistadas… Quando descobri a ferramenta de fazer jornal no site do Joca, fiquei realizada! Percebi o quanto eu era curiosa e tinha vontade de apurar as notícias.

Desde 2020, participei do Joca algumas vezes. No começo, eu tinha medo de não ser escolhida. Até que, um dia, a minha sala teve uma oficina com a editora do jornal. Tomei coragem e perguntei qual era o e-mail para participar. Escrevi um texto sobre os comércios na pandemia. Fiquei muito feliz com a publicação! Depois, participei de uma campanha de vídeos. O meu foi selecionado, e eu fui convidada para uma live com os jornalistas. Hoje, me vejo, no futuro, trabalhando como âncora de televisão, assessora de imprensa ou qualquer outro cargo do jornalismo. E foi o Joca que fez com que o meu interesse por essa área crescesse.”

O carinho pelo Joca marcou várias fases da vida do Murilo M., 12 anos
“Quando eu estava no 2º ano na escola, a professora apresentou o Joca na sala de aula. Lembro de entrar e ver o jornal nas nossas mesas. Ela falou para a gente abrir e explicou que era o único feito para crianças e adolescentes do Brasil. A gente sempre se sentava em círculo, lia o jornal e respondia às perguntas do ‘Canal aberto’ e ‘O que você faria…’. Era muito legal quando as nossas respostas eram publicadas!

Depois, no 6º ano, mudei de escola, mas continuei assinando o Joca. Apresentei o jornal para a sala e meus amigos começaram a ler. Já faz cinco anos que eu conheço o Joca e tenho até a edição 50 guardada, o que quer dizer que tenho pelo menos 124 edições! O Joca faz parte da minha vida, tanto que a última vez que eu saí de casa antes da pandemia foi para gravar o podcast Revisteen. Na época, ainda nem tinha caído a ficha da gravidade da doença!”

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Murilo M., 12 anos. Foto: arquivo pessoal
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Mariana M., 12 anos. Foto: arquivo pessoal

Maria Eduarda e Mariana viraram notícia no Joca
Doação de cabelo feita pelas estudantes de escola pública da cidade de São Paulo virou reportagem na edição 86 do jornal, de 2016.

“Eu tinha 7 anos quando doei pela primeira vez. Gostei tanto que doei mais duas vezes (em 2017 e 2019) e até estou pensando em fazer de novo. Quando soube que tinha aparecido no jornal, fiquei muito feliz. O mais legal é que, por causa da reportagem, outras amigas acabaram doando também. Eu era novata na escola, e todo mundo queria falar comigo. O jornal passou de mão em mão.” Mariana M., 12 anos

“Vi uma apresentação na escola do meu irmão sobre doação de cabelos para crianças com câncer. Fiquei com muita vontade de doar. Ninguém faz isso pensando em aparecer no jornal, por isso fiquei impressionada quando vi o Joca. Na minha família todo mundo achou o máximo, e uma prima minha até se inspirou e doou também. Depois, repeti a ação mais duas vezes.” Maria Eduarda M., 14 anos

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Maria Eduarda M., 14 anos. Foto: arquivo pessoal

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Leonardo V., 14 anos. Foto: arquivo pessoal

Leitores do Joca se envolvem com publicação de diário de jovem Síria

Em 2017, estudantes da Emef Prof. Laerte José dos Santos, em Osasco (SP), leram uma notícia no site do Joca sobre a publicação do diário de uma menina síria, então com 13 anos, vivendo em plena guerra no país.

Após saber da novidade, os alunos da escola ficaram tão instigados pelo livro que começaram a publicar comentários no site do Joca e escrever cartas para o jornal, pedindo a tradução da obra para o português — só existiam versões em árabe e francês.

Passados alguns meses, o livro foi lançado em nosso idioma e, para a surpresa de todos, com algumas das cartas dos leitores do Joca nas primeiras páginas.

“Li O Diário de Myriam em 2018 ou 2019 e achei a história muito interessante. Até então, não imaginava que existiam tantas guerras no mundo. Na época da ação, nós até tivemos a oportunidade de conversar com a Myriam e o jornalista que tinha publicado o diário dela, por meio de uma reportagem na televisão. Fiquei muito feliz por isso.” Leonardo V., 14 anos, aluno da Emef Prof. Laerte José dos Santos na época.

Um jornal “para todos os tipos de pessoas, de todas as idades”
Conheça um leitor que acompanha o Joca quase desde a criação do jornal

“Conheci o Joca na escola em que eu estudava, em 2013, quando vi uma notícia que me deixou curioso. Então, quis ler mais e gostei do jornal. Depois que mudei de escola, continuei recebendo o Joca em casa e leio até hoje. Todo mundo pode ler o Joca, desde crianças até adultos e idosos, porque tem notícias muito legais e interessantes para todos os tipos de pessoas, de todas as idades. Eu sou autista e adoro notícias e falar de coisas que acontecem no mundo. É importante que os jovens estejam informados porque é bom saber o que acontece no mundo ou no seu país e para conversar com as pessoas e seus amigos e família. Acho que o Joca foi importante na minha vida para eu saber mais o que está acontecendo. Tenho vários cantos da minha casa que eu uso para ler os jornais, porque gosto de me sentir confortável nesses momentos. Quero parabenizar o Joca por já existir há uma década.” Joaquim L., 15 anos, São Paulo (SP)

Joaquim L., 15 anos. Foto: arquivo pessoal
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Maria C., 14 anos. Foto: arquivo pessoal

Um brechó para quem precisa
A história de leitores do Joca que decidiram arrecadar dinheiro para refugiados sírios no Brasil

“Realizamos um projeto para ajudar os refugiados da Síria a partir de uma reportagem publicada no Joca que chamou a nossa atenção (…). O Joca sempre nos traz muitas ideias e nos faz refletir.” Fátima Regina Donato Maziero, coordenadora do Colégio Unigrau Mococa (SP)

“Eu estava no 5º ano quando a nossa professora, Marina, chegou com a ideia do brechó. Os alunos doaram alguns objetos e, com a venda deles, nós arrecadamos um valor [para os refugiados]. Óbvio que não foram milhões de reais, mas tenho certeza de que essa quantia foi relevante.” Maria C., 14 anos, Mococa (SP)

“Em 2017, quando realizamos o projeto, não tínhamos noção do quanto seria significativo para os refugiados (…). Uma atitude, que nem envolveu tantas pessoas assim, teve um impacto grande na vida de cada um.” Julia C., 14 anos, Mococa (SP)

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Julia C., 14 anos. Foto: arquivo pessoal