#pracegover: a imagem mostra o mosquito Aedes aegypti sobre a pele humana. O mosquito é preto com algumas manchas brancas e tem pernas compridas.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco desenvolveram um novo teste para identificar o vírus zika. A ferramenta, apresentada em uma revista científica no dia 14 de março, é mais rápida e custa menos do que a utilizada hoje. Enquanto o teste atual, chamado PCR, vale 40 reais e leva cinco horas para mostrar o resultado, o recém-apresentado, nomeado RT-LAMP, custa um real e fica pronto entre 20 e 40 minutos.

Outra vantagem está no uso da nova técnica em qualquer ambiente na forma de um kit rápido — o teste atual depende de equipamentos caros que ficam em laboratórios. A ferramenta mais recente também é 10 mil vezes mais sensível do que o PCR, sendo capaz de identificar a presença do vírus em situações em que a técnica utilizada até agora não conseguia.

Os resultados foram obtidos após uma pesquisa com 60 amostras de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus infectados de forma natural ou em laboratório com os vírus que transmitem zika, dengue, febre amarela e chikungunya. O teste só conseguiu identificar o zika. Não há data prevista para que a ferramenta comece a ser usada pela população.

Como é feito o teste?
É usada uma substância que muda de cor: amarelo indica a presença do vírus e laranja mostra resultado negativo. Para identificar o vírus em pessoas, o teste poderá ser realizado com saliva ou urina. Testes com amostras humanas serão concluídos na próxima etapa da pesquisa.

Fontes: Fiocruz e G1.
Créditos: GettyImages/Fiocruz

Notícia originalmente publicada na edição 129 do jornal Joca.

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