vacinao-infantCampanha visa atingir 11,8 milhões de paulistas, incluindo crianças a partir dos seis meses e menores de cinco anos,  idosos, gestantes e puérperas, entre outros grupos prioritários

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende vacinar 11,8 milhões de paulistas contra o vírus Influenza, causador da gripe, a partir do dia 4 de maio, segunda-feira. Vale destacar que a vacina foi produzida pelo Instituto Butantan, órgão ligado à pasta.

O número corresponde à meta de 80% das 14,7 milhões de pessoas que formam o público-alvo da campanha.

A dose estará disponível na rede pública para bebês a partir dos seis meses e crianças menores de cinco anos de idade. Também serão imunizados idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias), indígenas, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade, além das pessoas diagnosticadas com doenças crônicas e os profissionais de saúde do Estado.

Para garantir a abrangência da imunização, a campanha, que acontecerá até 22 de maio em todo o Estado, contará com mais de 6 mil postos de vacinação, entre fixos e volantes, além de 2.933 veículos, nove ônibus e quatro barcos. Ao todo serão mais de 37 mil profissionais da área da saúde, estaduais e municipais, envolvidos na ação.

“A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria. “A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, destaca.

Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza – A (H3N2) e B.

Durante a campanha, haverá mais dois tipos de vacina: a pneumocócica 23-valente, responsável pela prevenção de doenças como pneumonia, meningite e bacteremia/septicemia (infecção generalizada do sangue). Ela será destinada especificamente aos idosos hospitalizados ou residentes em instituições como asilos e casas de repouso, às pessoas diagnosticadas com doenças crônicas (cardiovasculares, pulmonares, renais, diabetes mellitus, hepáticas e hemoglobinopatias) e aos imunodeprimidos (transplantados, com neoplasias e infectados pelo HIV). A outra vacina disponível será contra a difteria e tétano.

Neste ano, o Dia D da campanha de vacinação contra a gripe, com postos fixos e volantes, será realizado no sábado, dia 9. Os postos de saúde fixos ficarão abertos das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, até o dia 22 de maio. No Dia D, os postos também estarão abertos até às 17h.

 

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

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Comentários (2)

  • Beit Yaacov

    8 anos atrás

    Oi pessoal. Vocês podem me dizer como são feitas as vacinas? Obrigado. claudia.mileo@beityaacov.com.br

  • Joca

    8 anos atrás

    Oi Claudia! Que pergunta boa! Aqui vai sua resposta: O processo de produção de vacinas não é simples. Algumas contêm o próprio vírus vivo que causa a doença. Mas não se assuste, a vacina traz mais benefícios do que riscos à sua saúde. Há vários tipos de vacinas, de acordo com os elementos que a compõem: 1. produzidas com moléculas, como a antitetânica e antidiftérica; 2. produzidas com as proteínas toxóide tetânico e o toxóide diftérico, que fazem o corpo produzir anticorpos antitoxina que evitam o tétano e a difteria; 3. vacinas com microrganismos (vírus, bactérias ou fungos) mortos, como a vacina contra coqueluche. Nesse caso o componente é a bactéria morta (inativada); 4. vacinas com microrganismos vivos atenuados: a vacina produz a infecção sem produzir a doença, como é o caso das vacinas contra o sarampo e contra a febre amarela. Independente de como são produzidas, as vacinas são atualmente muito seguras. Fonte: Bio-Manguinhos / Fiocruz e Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIM

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